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A importância das escalas humanas nos CROQUIS

A importância das escalas humanas nos CROQUIS

“Prefiro desenhar do que falar. O desenho é mais rápido e deixa menos espaço para mentiras.” (Le Corbusier)

Mesmo com a evolução da tecnologia e a popularização de avançados programas computacionais, a maioria dos projetos de arquitetura ainda começa com uma folha em branco e traços descompromissados. Mais do que representar fielmente um projeto, o croqui serve para estudar uma condicionante, entender uma paisagem ou uma topografia, ou repassar uma ideia a outros membros da equipe ou mesmo ao cliente. Seu intuito principal, no entanto, é estimular a produção de ideias e vencer o medo do papel em branco. Geralmente é realizado através de traços imprecisos, sobrepostos, ambíguos, acompanhado de anotações, flechas, e não carecendo de grande precisão técnica e refinamento gráfico.

“O rabisco não é nada, o risco – o traço – é tudo. O risco tem carga, é desenho com determinada intenção – é o ‘design’”. (Lucio Costa)

A questão primordial nos croquis é o ato de registrar uma ideia ou uma cena instantânea, através de uma técnica de desenho rápida, dominada pelo projetista. Há croquis que se aproximam de desenhos infantis, alguns carregam a simplicidade como maior virtude, enquanto outros evidenciam uma complexidade e domínio de técnica que lhes outorgam grau de obras de artes.
Nesse sentido, ainda que os croquis não tenham um rigor técnico ou uma qualidade intrínseca, o importante é que possam comunicar uma imagem clara e repassar a mensagem pretendida, seja para outros, ou mesmo para futuras consultas do próprio projetista. Um instrumento muito utilizado para torná-los mais compreensíveis é a inserção de elementos que proporcionem subsídios para um melhor entendimento do objeto em questão. Entre esses subsídios destacam-se as escalas humanas – figuras que representam os futuros usuários do espaço. A escala humana, como o nome diz, tem importância nas composições, pois conforma uma relação de proporção com o objeto desenhado, independente de suas dimensões, podendo também indicar as funções a que o espaço é proposto, sugerir os percursos pretendidos e a própria vitalidade aspirada no mesmo.
Niemeyer, após anos de prática, desenvolveu a habilidade de representar seus gestos projetuais com poucos traços. Através deles, consegue representar perspectivas complexas, paisagens e situações, e refletir a clareza volumétrica a que sua arquitetura se propõe. Suas escalas humanas seriam difíceis de identificar se aproximássemos do desenho, mas fundem-se aos mesmos e tornam-se imprescindíveis para o melhor entendimento de suas escalas e usos. Outros, como Eduardo Souto de Moura, evidenciam o processo de projeto, com linhas trêmulas, sobrepostas e uma aparente confusão. Se escrever é a arte de cortar palavras, um bom projeto também deve emergir de um emaranhado de linhas? Talvez nunca saberemos.
Renzo Piano, além das figuras humanas, é adepto da escrita em seus croquis. Com uma letra artística e quase ininteligível, o arquiteto mostra que grande parte dos seus projetos são gestados a partir de cortes esquemáticos expressivos. A escala humana entra como importante unidade de medida das partes do edifício. João Filgueiras Lima, nosso Lelé, mesclava croquis artísticos e representativos com indicações de materiais, elementos estruturais e materiais. Lina Bo Bardi acrescentava cores para criar croquis bem-humorados, mas com resolução de diversos aspectos técnicos.
Em outro artigo do ArchDaily já indagamos sobre o papel do desenho à mão livre no mundo atual, com tantas tecnologias e softwares, que foi seguido de um rico debate realizado por nossos leitores nos comentários. Também já apresentamos uma interessante coletânea de escalas humanas, eternizadas por alguns arquitetos de destaque, e observamos o quanto elas espelham sua obra.
Fonte: ArchDaily Brasil

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Análise luminotécnica em Software BIM, CYPELUX

Análise luminotécnica em Software BIM, CYPELUX

São Paulo — Um novo estudo de tendências e salários no Brasil elaborado pela consultoria de recrutamento HAYS indica que o mercado de trabalho tende a ser um pouco mais receptivo para engenheiros em 2017 do que foi no ano passado, sobretudo no segmento de infraestrutura.
A situação mudou bastante nas últimas décadas, explica Raphael Falcão, diretor da HAYS Experts. Entre 2000 e 2014, a demanda por engenheiros estava a pleno vapor: o investimento em setores como óleo e gás, infraestrutura e telecomunicações resultou em salários polpudos e um “boom” de empregos.
Com a crise econômica e a instabilidade política que se acentuaram em meados de 2014, o cenário ficou bem menos favorável para eles.
Muitos projetos foram travados, inclusive porque players de grande porte foram diretamente implicados nas investigações da Lava-Jato. Falcão lembra também que outros fatores conjunturais também atrapalharam a vida do engenheiro brasileiro, como a queda no preço do barril de petróleo em 2015.
Fonte: Edifícios e Energia

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Os cargos de engenharia em alta (e em baixa) no Brasil

Os cargos de engenharia em alta (e em baixa) no Brasil

São Paulo — Um novo estudo de tendências e salários no Brasil elaborado pela consultoria de recrutamento HAYS indica que o mercado de trabalho tende a ser um pouco mais receptivo para engenheiros em 2017 do que foi no ano passado, sobretudo no segmento de infraestrutura.
A situação mudou bastante nas últimas décadas, explica Raphael Falcão, diretor da HAYS Experts. Entre 2000 e 2014, a demanda por engenheiros estava a pleno vapor: o investimento em setores como óleo e gás, infraestrutura e telecomunicações resultou em salários polpudos e um “boom” de empregos.
Com a crise econômica e a instabilidade política que se acentuaram em meados de 2014, o cenário ficou bem menos favorável para eles.
Muitos projetos foram travados, inclusive porque players de grande porte foram diretamente implicados nas investigações da Lava-Jato. Falcão lembra também que outros fatores conjunturais também atrapalharam a vida do engenheiro brasileiro, como a queda no preço do barril de petróleo em 2015.

Compasso de espera

Na visão do diretor da HAYS Experts, o mercado começou a se reaquecer entre meados de 2016 e o começo de 2017, com a retomada de investimentos em atividades que exigem a participação de engenheiros. “Empresas chinesas começaram a entrar no setor de energia, trazendo recursos, e o agronegócio continuava a dar bons resultados”, explica Falcão.
Com as novas turbulências políticas trazidas pelas delações de Joesley Batista, dono da JBS, envolvendo o presidente Michel Temer, a incerteza voltou. Resultado: os investimentos foram desacelerados novamente — e os empregadores dos engenheiros entraram em compasso de espera para minimizar os riscos em caso de mudança de governo.
Hoje, diz Falcão, a situação do engenheiro só não é tão desfavorável porque os compromissos assumidos pelas empresas no período de “calmaria” continuam valendo. “Muitos projetos já tinham sido desenhados”, explica. “Por isso, houve um aumento no recrutamento para certas posições em engenharia tanto por parte de empresas brasileiras quanto estrangeiras”, explica.
A situação é diferente da vivida em 2016, quando o foco das companhias estava em reduzir custos, aumentar a produtividade e ganhar eficiência operacional — o que motivou ondas de demissões e a redução no número de vagas para engenheiros de certas especialidades.

Luz no fim do túnel?

Em 2017, continua valendo a busca por melhoria contínua, qualidade e eficiência operacional, mas o ambiente se tornou ligeiramente mais receptivo para candidatos a oportunidades profissionais.
“O segmento de infraestrutura, com destaque para energia e agronegócio, tem perspectiva de aumento das exportações e concentra o maior número de oportunidades”, informa o relatório da HAYS.
O mercado como um todo começa a esboçar uma tímida melhora. Segundo uma pesquisa recente do ManpowerGroup, hoje há mais empresas (12%) que pretendem aumentar o número de funcionários do que reduzir o ritmo de contratações (11%). Isso ocorreu pela primeira vez em dois anos.
Embora o cenário brasileiro continue indefinido como um todo, Falcão tem uma visão otimista sobre o mercado para engenheiros no país.
“O alavancador econômico do Brasil continua sendo o setor infraestrutura, que não existe sem a figura do engenheiro”, diz. “Mais cedo ou mais tarde a carreira voltará a ter um momento de forte aceleração”.

Cargos em alta x cargos em baixa

O estudo da HAYS indica que as posições mais solicitadas em 2017 no mercado de engenharia são as seguintes:

Cargos em alta
Gerente de operação
Gerente de melhoria contínua / qualidade
Gerente de saúde, segurança e meio ambiente
Coordenador de engenharia de confiabilidade

Falcão explica que o gerente de operação é uma figura demandada porque traz para dentro da organização o foco na redução de custos — prioridade inevitável em tempos de crise.
Essa também é uma das missões do gerente de melhoria contínua e qualidade, que também está entre os mais solicitados no mercado de engenharia: ele trabalha para maximizar a qualidade do produto, sem aumentar os custos de produção.
O gerente de saúde, segurança e meio ambiente, por sua vez, é um profissional requisitado sobretudo porque ajuda a reduzir perdas financeiras com processos judiciais nas áreas trabalhista e ambiental.  Ele também tem o papel de apoiar as áreas de marketing e branding, uma vez que contribui para melhorar a reputação da empresa.
Outro profissional em alta, o coordenador de engenharia de confiabilidade é mais conhecido por seu envolvimento no processo de recall de produtos como carros e celulares. Mas seu papel vai muito além. Se a empresa vende caixas de papelão, por exemplo, é o engenheiro de confiabilidade que cuidará para que elas consigam resistir empilhadas a 1000 quilômetros de estrada, e não a apenas 500, como as produzidas por um determinado concorrente.
“Trata-se de uma figura fundamental para as áreas de marketing e vendas porque olha para o produto não só na saída, mas ao longo de um determinado ciclo”, explica Falcão.
Já os cargos menos solicitados, ainda segundo a HAYS, são estes:

Cargos em baixa
Gerente de projetos industriais
Gerente de pesquisa e desenvolvimento

Segundo Falcão, a indústria deve demorar para retomar as contratações, já que a queda no consumo resulta em fábricas ociosas e paralisação de investimentos em ampliação de espaço físico e maquinário, por exemplo. Daí a escassez de oportunidades para o gerente de projetos industriais.
Já o gerente de pesquisa e desenvolvimento está entre os menos demandados porque a crise fez aumentar a aversão ao risco. “Hoje, o movimento das empresas é olhar para seus produtos e serviços já existentes e concentrar esforços nos mais rentáveis, que têm retorno relativamente certo”, explica o diretor da HAYS Experts. Pesquisa e desenvolvimento normalmente recebem investimentos quando a indústria pode investir numa rentabilidade a longo prazo, o que não é o caso por enquanto.

Fonte:
Exame

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ARCHICAD 21 será lançado no dia 18 de junho!

ARCHICAD 21 será lançado no dia 18 de junho!

A GRAPHISOFT confirmou oficialmente o lançamento da versão do ARCHICAD 21 para o dia 18 de junho e anunciou as inovações da versão, veja algumas delas nesse artigo.

Fluxos de trabalho inovadores, intuição e desempenho têm sido os principais diferenciais para outras ferramentas arquitetônicas no mercado e a última versão não diminui essa tendência. O ARCHICAD 21 apresenta novas ferramentas de escada e corrimãos, mecanismo de renderização atualizado, uma maneira mais flexível de classificar elementos, referência do modelo IFC e detecção de colisão.
 

Nova ferramenta de modelagem de escada

A nova ferramenta escada é um passo evolutivo no BIM: pela primeira vez temos uma ferramenta que contém inteligência artificial, que toma decisões de projeto e propõe ao arquiteto alternativas complexas. É uma tecnologia patenteada a que chamamos “predictive design”.(Miguel Kripphal, Diretor da GRAPHISOFT Brasil

Visualização CineRender atualizada
O CineRender, incorporado ao ARCHICAD 21, apresenta recursos como New Light Mapping e Secondary Global Illumination (baseado no mais recente mecanismo v18 da Maxon) e 3D Monochrome Images para renderização mais realista e rápida em um único clique.
Clash Detection Incorporado
O clash detection incorporado torna-se parte padrão do conjunto de características do ARCHICAD 21, permitindo que grupos de elementos sejam comparados através de um critério estabelecido. Isso ajuda os projetistas a minimizarem erros de projeto antes da distribuição para os parceiros da equipe.

Melhorias na classificação dos elementos do sistema

Enquanto as versões anteriores da ARCHICAD forneciam um conjunto fixo de Classificações de Elementos, o ARCHICAD 21 introduz uma maneira flexível de classificar elementos para melhor suportar os padrões BIM nacionais ou da empresa. As classificações são fundamentais para os fluxos de trabalho inteligentes OPEN BIM, proporcionando uma interoperabilidade sem precedentes entre disciplinas. As classificações podem ser transferidas entre projetos via formato de arquivo XML.
OPEN BIM – IFC
A forma como os modelos externos de IFC criados por consultores – como engenheiros estruturais ou MEP – também foi aprimorada. Os arquivos IFC agora podem ser colocados como hotlinks em projetos do ARCHICAD como conteúdo de referência protegido.
A filtragem de modelos também pode restringir o conteúdo de referência IFC inserido por categorias, como Estrutural ou MEP, ou por seleção de elemento. O conteúdo do modelo IFC inserido pode ser atualizado facilmente a partir do arquivo fonte vinculado. Se o link estiver quebrado, os elementos dos módulos IFC inseridos podem ser editados como elementos comuns do ARCHICAD.

Assista ao vídeo do lançamento mundial do ARCHICAD 21

Fonte:
MakeBIM

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Qual o papel do arquiteto na segurança contra incêndio?

Qual o papel do arquiteto na segurança contra incêndio?

“Segurança em primeiro lugar”. Esse é um dos lemas da área da arquitetura e urbanismo. E, para que o ambiente projetado seja seguro em todas as suas possibilidades, é fundamental que o profissional que o está desenvolvendo tenha, em mãos, um excelente PPCI – Plano de Prevenção e Proteção contra Incêndio. Obrigatório, o PPCI deve sempre ser desenvolvido juntamente com o projeto de arquitetura do espaço, garantindo assim sua total eficiência em paralelo à segurança da edificação e de seus usuários.
Contribuindo ativamente com a elaboração do plano, o arquiteto tem total conhecimento técnico e capacidade de colaborar com indicações precisas a respeito de rotas de fugas e especificações de materiais e revestimentos adequados. Tanto que a Resolução 21 do CAU/BR trata exatamente deste ponto: apontar como uma das atividades e atribuições profissionais do arquiteto e urbanista a elaboração de projeto de sistemas prediais de proteção e combate a incêndios e catástrofes.
No Brasil, o órgão regulamentador é o Corpo de Bombeiros, sendo responsável pelo planejamento, análise, aprovação e fiscalização das instalações e equipamentos de prevenção e combate a incêndio. Com regulamentações estaduais, a única corporação que não reconhece a qualificação técnica dos profissionais graduados em arquitetura e urbanismo para a criação deste tipo de projeto é o CBMERJ (Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro). Em toda a região fluminense, apenas os profissionais que possuem especialização em Engenharia e Segurança do Trabalho estão autorizados a criar o PPCI. Mas esta é uma questão que vem sendo debatida arduamente pelo CAU/RJ e que em breve deve apresentar novidades.
Um PPCI adequa e regulariza as edificações atendendo sempre aos padrões normativos brasileiros, lembrando, sempre, que cada tipo de edificação tem uma classificação específica que determina o grau de risco de incêndio e os equipamentos necessários para a proteção dos prédios e de seus usuários.
Além das normas brasileiras que ditam as regras para instalação de portas corta-fogo e saídas de emergência, sistemas de iluminação de emergência, instalação de hidrantes e mangotinhos, é papel do arquiteto estar sempre atento às novidades oferecidas por este mercado na busca por melhorias neste processo. “Hoje temos produtos e vernizes específicos que retardam as chamas e podem ser aplicados em madeira, tecido, carpetes e diversos outros materiais. Além disso há, também, as tintas intumescentes contra o fogo e a propagação das chamas; e os selantes corta-fogo que são aplicados em tubulações, juntas, cabeamentos elétricos e fissuras”, comenta Sandra Pompermayer, arquiteta e urbanista da USF – Itatiba Design.
Lembrando que todas as obras arquitetônicas, com exceção das residências unifamiliares, devem contar com um Laudo de Proteção Contra Incêndio, arquitetos e designers especialistas na elaboração de espaços comerciais devem ficar ainda mais atentos à elaboração destes projetos. Para orientá-los, além das normas gerais é interessante manter-se atualizado quanto às regras estipuladas pelo Ministério do Trabalho e do Emprego como, por exemplo, a NR23 que trata da proteção contra incêndio para locais de trabalho. Ou seja, em projetos corporativos, é interessante que o arquiteto considere a divisão do edifício em células, evitando o fácil alastramento do fogo; considere a implantação de barreiras; respeite o número mínimo de saídas de emergência e a distância máxima a percorrer até uma delas, entre outros pontos de destaque.
Para os interessados em conhecer mais a respeito das regras relacionadas à elaboração do PPCI, deixamos uma dica: acompanhar as publicações e atividades do Grupo de Fomento à Segurança Contra Incêndio, um grupo que integra o núcleo de Pesquisa em Arquitetura e Urbanismo da FAUUSP (Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo) e é formado por pesquisadores e profissionais da área, com destaque para Rosária Ono, especialista em segurança contra incêndio e professora da FAUUSP e Ualfrido del Carlo, professor titular aposentado na Universidade de São Paulo, vinculado à Faculdade de Arquitetura e Urbanismo desde 1964.
Arquitetos - Projeto contra incêndio

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Arquitetura flexível: um edifício adaptado no Japão

Arquitetura flexível: um edifício adaptado no Japão

A empresa de arquitetura Aki Hamada acaba de construir um prédio (estilo residencial, mas com escritórios polivalentes) em Kanagawa, no Japão.
O empreendimento é um complexo de escritórios que serve uma fábrica adjacente de placas de circuito, mas localiza-se num bairro residencial. O objetivo original era colocar uma oficina no piso térreo, mas ao longo do processo, evoluiu para uma área que servisse múltiplos propósitos e que incluísse a comunidade.
A maior parte dos elementos de construção foram projetados para corresponderem às expetativas dos residentes/utilizadores e terraço é agora um espaço multiusos para a vizinhança em geral.
O que traz de novo? Este edifício moderno completamente constituído por madeira “abre e fecha“. Para controlar a visibilidade do lado da estrada e ajustar luz do dia a partir do lado leste do edifício, o invólucro exterior com estores pode ser ajustado de acordo com o sol de manhã à noite.

Quase todos os elementos do edifício foram desenhados com a intenção de serem reconfigurados. A estrutura pode adaptar-se a variadas condições e requisitos e a natureza de “prédio flexível ” do projeto é também conseguida pelos ecrãs deslizáveis de estilo japonês, instalados ao longo dos pisos.

O resultado? Configurações múltiplas de cada espaço ao serviço dos objetivos mutáveis e diferentes dos utilizadores.

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Idoso de 73 anos cria pinturas incríveis usando nada além do Excel

Idoso de 73 anos cria pinturas incríveis usando nada além do Excel

Tatsuo Horiuchi é um artista de 73 anos, que encontrou sua paixão na arte digital há 13 anos, logo antes da sua aposentadoria. No entanto, como softwares gráficos são muitas vezes bastante caros, Horiuchi escolheu desafiar suas capacidades artísticas criando lindas imagens com o Excel.

A ideia de experimentar algo novo na vida veio naturalmente para Horiuchi – a aposentadoria estava se aproximando de forma rápida e intransigente e, como na maioria desses casos, um novo passatempo torna-se uma obrigação. Horiuchi tem estado interessado em artes gráficas por algum tempo e foi apenas uma questão de escolher o software mais acessível e prático.

Horiuchi nunca usou o Excel no trabalho, porém logo dominou a técnica e até ganhou o Excel Autoshape Art Contest em 2006. Suas imagens profundamente delicadas e harmoniosamente coloridas refletem as tradicionais pinturas japonesas, muitas vezes exibindo belas paisagens e peças de patrimônio natural e cultural.

P.S .: Se você não acredita que os trabalhos foram feitos com o Excel, baixe os arquivos aqui:

Cherry Blossoms at Jogo Castle (2006)
Kegon Falls (2007)
excel-art-tatsuo-horiuchi-11

excel-art-tatsuo-horiuchi-12

Fonte:
Bore Panda

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Construção inteligente é mais barata

Construção inteligente é mais barata

O uso da tecnologia é procedimento básico no desenvolvimento e construção de qualquer smart city (cidade inteligente) do mundo. Diferente de todas as outras, voltadas para público com poder aquisitivo maior, a primeira smart city social do mundo – projeto Laguna, em construção no município cearense de São Gonçalo do Amarante – utiliza também técnicas avançadas para ampliar sua sustentabilidade e, por tabela, baratear custos. Desenvolvedora do projeto piloto no Ceará, que deverá ser reaplicado em outros países, a startup italiana Planet Idea vai ofertar as casas por preços que variam de R$ 99 mil a R$ 145 mil.

Presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Ceará (Sinduscon-CE), André Montenegro também é diretor da Olé Casas, empresa responsável pela fabricação de cerca de 300 residências para o empreendimento.
Por meio do sistema construtivo com painéis pré-fabricados da Olé, calcula uma economia de pelo menos 30%, se comparada à construção pelo modelo tradicional. Além disso, a casa pré-pronta economiza tempo: uma pode ser construída em até cinco dias. “Assim como o projeto (Laguna), nossa tecnologia tem cunho sustentável porque não gera resíduo industrializado. Já fizemos mais de 20 mil unidades em todo o Brasil, dentro do (programa federal) Minha Casa Minha Vida”.
André estima que, na segunda quinzena de junho de 2017, serão iniciadas as obras das primeiras casas da smart city, que já conta com 12 casas modelo, levantadas nos moldes tradicionais. Inicialmente, serão construídas 42 unidades e, mediante demanda de mercado, a Olé poderá fabricar até 300 casas.
Apesar das vantagens de ter uma casa pré-fabricada, outros gastos extras devem ser levados em conta, como o preço do terreno ou mesmo o custo da demora provocada pela burocracia.
“Pra se ter uma ideia, eu faço uma casa em cinco dias e o cartório leva 30 dias pra registrá-la. É um absurdo, não tem nexo. A gente precisa lutar para que sejam quebradas essas barreiras da burocracia”, reivindica o presidente do Sinduscon.
Smart City Laguna
Lançado oficialmente em Fortaleza, na última quinta-feira, 18, a Smart City Laguna contará com investimento total de US$ 50 milhões. Segundo Susanna Marchionni, sócia da SG Desenvolvimento, 60% da primeira fase da obra já foi executada e completamente vendida. A segunda fase deve ser iniciada em 2018.

Smart City Laguna (Imagem: smartcitylaguna)


Com total de 330 hectares, o complexo vai contar com áreas residenciais, comerciais e industriais. Também estão à venda lotes residenciais e comerciais por preços que vão de R$ 27,6 mil a R$ 48 mil.
Fonte:
O Povo

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Governo do ES prevê entrega do Cais das Artes com sete anos de atraso, em 2019

Governo do ES prevê entrega do Cais das Artes com sete anos de atraso, em 2019

Se os novos prazos forem cumpridos, o Cais das Artes ficará pronto com sete anos de atraso. A secretaria de Obras do Espírito Santo quer terminar a construção até meados de 2019, mas ainda nem contratou a empreiteira que vai continuar a obra. Em janeiro, o governo do estado contratou uma consultoria para avaliar o que já foi construído e definir o que ainda falta para concluir o Cais das Artes.

“A empresa está levantando os remanescentes, ou seja, aquilo que entre o que tinha projetado e o que está executado, ela está levantando o que falta. Aí você tem uma lista de serviços e preços desses serviços”, explica o secretário estadual de Obras, Paulo Ruy Carnelli.

Por enquanto, o atraso da obra vai custar R$ 80 milhões. É quanto o governo do Espírito Santo vai gastar a mais para terminar a obra. Somado ao que já foi o gasto – R$ 126 milhões – o Cais das Artes vai custar mais de 210 milhões de reais. A secretaria de Obras não descarta refazer algumas partes da obra. “Tem alguma ferragem exposta sim, que vai precisar de recuperação, mas a gente espera que não seja muito significativo. Esse levantamento que estamos fazendo vai apurar isso também”.

Licitações

Para terminar a construção do Cais das Artes, a secretaria estadual de Obras vai contratar duas empreiteiras: uma para gerenciar a obra e outra para executá-la. O secretário Paulo Rui explica que construções de grande porte precisam de uma empresa gerenciadora. “Nenhum órgão tem profissionais preparados na sua rotina para fazer um trabalho desses. Além de fiscalizar, ela cuida para que a obra que a obra ande dentro da normalidade.”

A licitação para contratar a gerenciadora foi aberta no final de abril. Doze empresas estão na disputa para assinar o contrato de R$ 4,5 milhões. O governo do estado espera contratar a empresa gerenciadora até o final de Junho.

 Em Agosto, será aberta a licitação para contratar a empreiteira que vai executar a obra. Essa etapa pode levar até 90 dias. Nos cálculos do governo, o contrato será assinado em novembro ou dezembro. Só depois disso, que operários vão retomar a obra, que deve durar um ano e meio.

Atraso

A obra do Cais das Artes começou em 2010 e a previsão era ficar pronta em dois anos. Em 2012, a construtora que tocava a obra faliu. No ano seguinte a construção foi retomada com outra empreiteira. Mas em 2015 a obra foi paralisada outra vez. Há quase dois anos nenhum operário trabalha no Cais das Artes. Materiais usados na construção ficaram para trás e uma caixa d’água foi esquecida aberta.

Em 2016, a secretaria estadual de Obras abriu uma licitação para retomar a obra. Mas em Janeiro de 2017, o processo foi suspenso pela Procuradoria Geral do Estado, que recomendou ajustes no edital.

A obra do Cais das Artes ocupa uma área de 22 mil metros. O projeto inclui museu, biblioteca, livraria, auditórios e um teatro com 1300 lugares. Enquanto não fica pronto, quem trabalha promovendo a arte reclama da falta de espaço para a cultura.

A produtora cultural Elenice Moreira trabalha há 34 anos trazendo shows e espetáculos para Vitória. E já viu muito artista recusar convite para se apresentar na cidade.

“Nosso maior teatro hoje é Teatro Universitário, com 620 lugares. Tem grupos, espetáculos e artistas que não querem vir para o Espírito Santo porque a gente não tem uma casa maior. E ao levar para lugares alternativos acaba perdendo a qualidade do evento”, se queixa.

De frente para o Convento da Penha e a baía de Vitória, a arquitetura do Cais das Artes vai lembrar um grande navio. O projeto, considerado futurístico, foi lançado pelo governo do Estado em 2008. Nove anos depois, pode-se dizer que o futuro chegou. Mas a obra continua parada no tempo.

Fonte:
G1

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Paisagismo – 21 Plantas muito resistentes

Paisagismo – 21 Plantas muito resistentes

Estas espécies resistem a qualquer coisa: sol intenso, sombra permanente, pouca água e até mesmo a donos inexperientes. Conheça as variedades que preenchem pelo menos um desses requisitos.

(Foto Gui Morelli/Divulgação)


1. Cactos são ideais para áreas externas. Eles gostam de muitas horas de luminosidade direta e pouca água. Ou seja, não tenha dó de deixá-los no sol e regue a cada sete ou dez dias. Projeto do paisagista Rodrigo Oliveira.

(Foto Evelyn Müller/Editora Globo)

2. A clúsia pode ser cultivada até à beira-mar, onde outras plantas não sobreviveriam. Suporta de sol pleno à meia sombra, mas pede regas periódicas. Apresenta flores brancas, conhecidas como “cebola da mata”

(Foto: Leonardo Finotti/Editora Globo)


3. Facilmente adaptável, a iúca vai bem em locais fechados e também resiste a sol pleno. As regas devem ser espaçadas, deixando o solo seco na maior parte do tempo. Suas folhas costumam juntar muito pó e, por isso, devem ser limpas constantemente. Projeto do arquiteto André Becker.

(Foto Edu Castello/Editora Globo)


4. A hera-batata vai bem a pleno sol ou à meia sombra e aguenta os climas mais variados. Ela pode ser usada como forração, trepadeira ou pendente. Projeto do paisagista Rodrigo Oliveira.

(Foto: Edu Castello)


5. O dasilírio gosta de sol intenso e de pouca rega. Mas é preciso tomar cuidado: sua haste serrilhada pode machucar. É recomendável plantar essa espécie em locais de pouca circulação.

(Foto: Edu Castello/Editora Globo)


6. A lança-de-são-jorge gosta de sol pleno ou boa iluminação indireta. Seu crescimento é lento, mas ela é muito resistente. A rega pode ser feita uma vez por semana, mas o vaso deve ter boa drenagem, pois a planta pode apodrecer com o acúmulo de água. Projeto da paisagista Ana Paula Magaldi.

(Foto: Edu Castello)


7. Embora tenha aparência delicada, a bulbine tolera uma ampla faixa climática, podendo ser cultivada a pleno sol ou em sombra parcial. As regas devem ser periódicas.

(Foto Ricardo Novelli/Editora Globo)


8. O fícus aceita ser cultivado tanto a pleno sol como à meia sombra e pede poucas regas. Se plantá-lo em vaso, escolha bem o local, porque ele não gosta de mudanças depois de adaptado. Projeto da paisagista Gigi.

(Foto Edu Castello/Editora Globo)


9. Da família das suculentas, a babosa suporta tudo: sol pleno, meia sombra, pouca rega e variações bruscas de temperatura. Apresenta flores amarelas, brancas, vermelhas ou laranja.

(Foto Arquivo Casa e Jardim)


10. A espada-de-são-jorge tem crescimento lento, mas é resistente. Pode ser cultivada a pleno sol ou à meia sombra. Aguenta frio e calor e não precisa de muita água. Aliás, cuidado para não deixar o vaso encharcado.

(Foto Renato Corradi/Editora Globo)

11. A moreia resiste ao frio e ao calor, mas prefere ser cultivada em clima moderado. Já as regas devem ser periódicas. Apresenta floração branca, com detalhes amarelos, e forma tufos densos. Por isso, as mudas devem ser plantadas com certa distância.
 

(Foto Edu Castello/Editora Globo)

12. A pacová não gosta de sol direto e se contenta com boa luminosidade. É ideal para áreas internas e varandas que não recebem muito sol. Age moderadamente, deixando o solo levemente seco entre uma rega e outra. Projeto do paisagista Gil Fialho.
 

Os ramos finos da giesta enganam à primeira vista, mas a planta pede poucos cuidados. Pode ser cultivada a pleno sol ou à meia sombra e pede poucas regas. As pontas dos ramos apresentam flores amarelas (Foto: Edu Castello)

(Foto Edu Castello/Editora Globo)


13. Os ramos finos da giesta enganam à primeira vista, mas a planta pede poucos cuidados. Pode ser cultivada a pleno sol ou à meia sombra e pede poucas regas. As pontas dos ramos apresentam flores amarelas
A pata-de-elefante adapta-se a sol pleno, meia sombra ou luz difusa e tolera bem diferentes temperaturas. As regas devem ser espaçadas e o solo precisa ser drenável, para evitar o apodrecimento das raízes (Foto: Edu Castello)

(Foto Edu Castello/Editora Globo)

14. A pata-de-elefante adapta-se a sol pleno, meia sombra ou luz difusa e tolera bem diferentes temperaturas. As regas devem ser espaçadas e o solo precisa ser drenável, para evitar o apodrecimento das raízes.
A caixa de madeira com rodízios lembra um caixote de feira e esconde o vaso com crássula na varanda do arquiteto Alexandre Skaff (Foto: Lufe Gomes/ Editora Globo)

(Foto Lufe Gomes/Editora Globo)

15. A crassula tem crescimento rápido e pode ser cultivada em áreas internas ou externas, adaptando-se facilmente. Prefere uma boa dose de luminosidade diária e pede pouca rega. Varanda do arquiteto Alexandre Skaff.
Neste projeto assinado pelo designer Marcelo Rosenbaum e pelo arquiteto Flávio Miranda, a zamioculca foi plantada em um vaso de barro e posicionada no living do apartamento (Foto: Victor Affaro/Editora Globo)

(Foto Victor Affaro/Editora Globo)

16. Sol pleno não é com ela: a herbácea zamioculca gosta mesmo é de lugares sombreados e áreas internas. Quanto às regas, é preferível deixá-la passar sede a regar em excesso. Projeto do designer Marcelo Rosenbaum e do arquiteto Flávio Miranda.

A agave pode ser cultivada à meia sombra, mas se desenvolve melhor a pleno sol. As regas devem ser regulares, porém sem exageros, e é recomendada a retirada dos brotos laterais em excesso. Projeto de Odilon Claro, da Anni Verdi (Foto: Edu Castello)

(Foto Edu Castello/Editora Globo)

17. A agave pode ser cultivada à meia sombra, mas se desenvolve melhor a pleno sol. As regas devem ser regulares, porém sem exageros, e é recomendada a retirada dos brotos laterais em excesso. Projeto de Odilon Claro, da Anni Verdi.

Quintal. Plantadas em linha, as palmeiras washingtonia criam uma moldura para a piscina, que fica logo atrás da jabuticabeira de 40 anos. No canto esq., maciço de capim-do-texas rubro (Foto: Yuri Seródio / Divulgação)

(Foto Yuri Seródio/Divulgação)

18. O capim-do-texas requer pouquíssimos cuidados: pede pouca rega e vai bem a pleno sol, mas tolera meia sombra e temperaturas mais frias.

A dracena-de-madagascar aceita baixos níveis de luz e, mesmo gostando de calor, vai bem em temperaturas mais baixas. É ótima para áreas internas, como corredores e vãos de escada. Pede rega abundante, mas nada de manter a terra ensopada. Deixe-a secar ent (Foto: Edu Castello)

(Foto: Edu Castello)

19. A dracena-de-madagascar aceita baixos níveis de luz. Mesmo gostando de calor, vai bem em temperaturas mais baixas. Ideal para áreas internas, como corredores e vãos de escada. Pede rega abundante, mas sem terra ensopada. Deixe-a secar entre as regas.

Da família das suculentas, a rosa-de-pedra aguenta meia sombra, mas precisa de pelo menos quatro horas de sol por dia. Uma dica é mudar a posição do vaso. Regue pouco e evite derramar água nas folhas (Foto: Edu Castello)

(Foto: Edu Castello)


20. Da família das suculentas, a rosa-de-pedra aguenta meia sombra, mas precisa de pelo menos quatro horas de sol por dia. Uma dica é mudar a posição do vaso. Regue pouco e evite derramar água nas folhas.
A xanadu não aceita muito sol. Em compensação, fica bem à vontade em áreas de sombra ou meia sombra. As regas devem ser regulares: até duas vezes por semana, se estiver plantada no chão, e três vezes, se estiver em um vaso na varanda (Foto: Edu Castello)

(Foto: Edu Castello)


21. A xanadu não aceita muito sol. Em compensação, fica bem à vontade em áreas de sombra ou meia sombra. As regas devem ser regulares: até duas vezes por semana, se estiver plantada no chão, e três vezes, se estiver em um vaso na varanda.

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